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Confira nosso artigo publicado no jornal “O Diário”

O mundo gira. Eu giro também ?

Para um jovem, em idade escolar, foi intrigante a pergunta proposta pelo professor de Física em uma aula para tratar de leis e movimento: “Se o planeta se move, por que não percebemos?” A resposta é óbvia e, claro, veio na sequência: “Porque todos nós estamos girando com ele na mesma velocidade e na mesma direção”. Por esse mesmo motivo, ficamos estáveis durante um voo tranquilo de avião, contudo o mesmo não acontece durante o pouso ou a decolagem quando nosso corpo fica em repouso em relação à aeronave que muda de velocidade.

Nesses anos de relacionamento profissional com empresas e empresários de vários segmentos, nos chama atenção à aplicabilidade desse raciocínio a tal âmbito profissional. Empresas fortes podem sentir o impacto da perda de valor no mercado simplesmente porque não estão acompanhando o “movimento do mundo” como deveriam. Esse conceito parece óbvio, e realmente é, mas nem sempre se traduz na prática, daí a utilidade da reflexão.

Em um cenário de avaliação econômico-financeira de empresa (valution), em que se mensura o valor de uma empresa no mercado, encontram-se marcas tradicionais que valem menos do que o esperado por falta de investimentos em pontos estratégicos, como melhorias em tecnologias de operação ou em gestão. Com relação ao primeiro aspecto, pode-se mencionar a capacidade de produzir com mais eficiência e menos custo. Já em relação ao segundo ponto destacamos a capacidade de valorizar a equipe de trabalho. Sim, as pessoas são muito importantes porque são elas que fazem o movimento, e podem também estancá-lo. Temos várias notícias de gerentes supereficientes em termos de resultado financeiros que ficam em risco porque perdem vendedores de qualidade por falta de tato.

Às vezes, o nome da marca ainda está forte, mas, mesmo assim, a empresa perde valor no mercado porque sua perenidade está em risco, ou seja, as informações sobre o andamento de suas operações não demonstram que ela conseguirá manter-se forte em médio e longo prazos.

O valor de uma empresa é medido pelos números que ela apresenta na atualidade, mas também pela projeção da perpetuidade de seu crescimento. Nesse sentido, por ter uma marca tradicional, o empresário apega-se a esse valor e nem sempre percebe que está estancando o passo. E fica em risco porque, em contrapartida, seu concorrente, relativamente mais fraco no presente, adota estratégias de negócio que sinalizam o aumento de sua competitividade no futuro e podem superá-la.

É claro que toda metáfora, como essa em relação ao movimento, pode ter suas limitações analíticas. Mesmo assim, arriscamos essa reflexão porque, parece-nos interessante a (re)análise constante para verificar se não estamos negando ou postergando a necessidade de acompanhar o movimento das coisas.

Claro que é importante avaliar bem e constantemente os cenários contábil, gerencial operacional, financeiro e comercial da empresa dentro de perspectivas macroeconômica, setoriais e de mercado. Mas deve-se ponderar também quanto aos fatores emocionais. Eles movem o ser humano e, claro, influenciam muitíssimo todas as áreas da vida, inclusive a profissional. Isso não poderia ser diferente e nem deveria. Mas, às vezes, até rejeições do mercado à marca são interpretadas como um problema externo e nem sempre aceitos como uma sinalização de alerta. Então, é importante perguntar-se, de vez em quando, se a solidez de certo valores, muito importantes para nós, está acompanhando o movimento das coisas e lhe garantindo valor no futuro.

 

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