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Ter poder sobre os outros, conviver com o excesso de pressão, a necessidade constante de pensar em estratégias e dar soluções globais eficientes e eficazes podem diminuir nossa sensibilidade.

Os pesquisadores Jonathan Davidson e David Owen concluíram que a arrogância é uma patologia derivada do exercício prolongado e não controlado do poder. Essa conclusão foi fruto do estudo sobre comportamentos de  presidentes norte-americanos e primeiros-ministros britânicos dos últimos cem anos. Está publicada no artigo “Síndrome da Arrogância: Uma Desordem Adquirida de Personalidade?”, na revista Brain, de 2009.

O neurocientista Sukvinder Obhi, da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, também descobriu que o exercício do poder enfraquece o “espelhamento”, função neurológica responsável por nossa capacidade de compreender os outros.

Investigações como essas levaram Rasmus Hougaard, Jacqueline Carter e Louise Chester a afirmarem na Harvard Business Revew, no último mês de abril, que “O poder é capaz de corromper líderes; a compaixão, de salvá-los”.

MAS, AFINAL, COMO CULTIVAR A COMPAIXÃO?

https://dernegocios.com.br/?p=13068&preview=trueHougaard, Carter e Chester propõe treinar até conseguir fazer dela um hábito. Em primeiro lugar é preciso usar a compaixão no relacionamento com as pessoas de forma geral, em âmbito profissional ou fora deles. A sugestão deles é perguntar-se sempre “Como posso ajudar esta pessoa?” em qualquer circunstância de relacionamento.

Buscar oportunidades de exercitar a compaixão é outra sugestão deles. Os autores citam, por exemplo, John Chambers, antigo CEO da Cisco, companhia multinacional na área de TI e redes, como exemplo. Chambers desenvolveu um sistema para ser notificado sobre empregados de qualquer parte do mundo que viviam problemas graves, como uma grande perda ou uma doença. E ele mesmo escrevia uma carta de apoio ao colaborador.

Outra sugestão é realizar diariamente o exercício de se lembrar de alguém que esteja passando por problemas e refletir sobre como essa pessoa deve estar se sentindo. Naturalmente não se trata de internalizar os problemas do outro, mas desenvolver a capacidade de observar a dor dele.

A falta de compaixão gera no líder desprezo pelo próximo, perda de contato com a realidade e comportamento imprudente, impulsivo. Pesquisas, como as apresentadas no início do texto, apontam que o líder pode ser afetado a tal ponto que decida sobre uma demissão em massa sem qualquer remorso ou dor.

Mas, é claro, que a perda da sensibilidade no mundo dos negócios, portanto, atrapalha definitivamente liderados e instituições. Mesmo porque sentir é uma competência que nos faz humanos. Além disso, o fator humano é decisivo no mundo dos negócios como apontam vários estudiosos, a exemplo de Peter Drucker.

Sobrecarga informativa

O excesso de informações também parece-nos um fator relevante a ser considerado dentro desse tema. Caixas de e-mail lotadas, muitas reuniões, dados e fatos que se multiplicam no “mundo lá fora”…

O excesso de informações é considerada uma barreira organizacional tão potente quanto a falta delas. Isso precisa ser administrado para evitar que todos fiquem no piloto automático.

Na área dos estudos de mídia há até um conceito para designar o impacto desse excesso, chama-se “disfunção narcotizante”. Para os autores do Funcionalismo Norte-americano, quando vemos excessivamente a reprodução midiática de uma informação tendemos a adotar dois caminhos: o primeiro é confundir informação com ação, ou seja, a saturação de informação nos cria a ilusão de termos feito algo prático como cidadãos; outro efeito é a negação da gravidade do fato. É tanta repetição que corremos o risco de considerar normal, casos de violência e corrupção, por exemplo. Isso quer dizer que perdemos a capacidade de nos impressionar e até indignar.

Sem dúvida, também sobre esse aspecto o mundo moderno oferece riscos que impactam as empresas e os empresários. A percepção é uma competência importante para o empresário, especialmente o empreendedor e, logo, para o mundo dos negócios.

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