Quando uma operação de compra e venda de empresas avança para a fase final, precisa…
Estratégia de M&A: as 4 prioridades para garantir êxito na operação

Você sabe o que pode garantir o sucesso de uma operação de M&A (Mergers and Acquisitions)? É bem possível que não dê para responder a essa pergunta com um roteiro exato. Afinal, cada operação de fusões e aquisições tem suas particularidades. Mesmo assim, pode-se considerar os aspectos principais que costumam impactar o êxito desse tipo de operação. Por isso, listamos 4 prioridades para garantir êxito no M&A.
Mesmo que você nunca tenha pensado em M&A, a estratégia de fusões e aquisições é cada vez mais comum no mercado. Logo, em algum momento, poderá ser útil para sua empresa também. Aproveite!
Depois deste artigo, você saberá:
- Como estar preparado para oportunidades de M&A com gestão organizada e liquidez.
- Como práticas de governança fortalecem a empresa para uma transação.
- Por que um bom contrato pode valer mais do que a maior oferta.
- Como avaliar o alinhamento com o futuro sócio e reduzir riscos no pós-closing.
- Por que contar com assessores qualificados e realizar um valuation aumenta a segurança da negociação.
📖Atenção: Este artigo lista os fatores mais determinantes para o sucesso de uma operação de M&A. Para ver o processo completo, veja: Etapas do processo de M&A.
1. Liquidez é fundamental, então esteja sempre pronto

Mesmo que você não esteja pensando em M&A nesse momento, prepare-se! Nunca se sabe quando uma oportunidade de comprar ou vender vai se desenhar no mercado. E, quando chegar, você precisará estar pronto para tomar uma decisão o mais rápido possível. A demora é um dos fatores que mais atrapalham o êxito desse tipo de negócio.
Há muitos motivos que justificam uma venda parcial ou total, como falta de sucessão; necessidade de aporte de capital ou de know-how; expansão de mercado, etc. Independentemente do que a justifique, quando aparece uma oportunidade em consonância com os objetivos de quem compra ou vende, não dá para simplesmente deixá-la passar. É preciso alguma celeridade para aproveitar. E, em geral, as melhores operações de fusões e aquisições acontecem entre empresas que já estão prontas, ou seja, preparadas para o processo.
A premissa básica desse preparo está na transparência que a empresa dá a sua administração. Por isso, a incorporação das estratégias de governança corporativa pode fazer toda a diferença no futuro das empresas. Existem diferentes níveis de governança e mesmo os mais simples já podem qualificar muito às organizações. A constituição de um Conselho Consultivo e o estabelecimento de Acordo de Cotistas ou Acionistas são algumas ações básicas de governança que fortalecem a empresa perante o mercado e preparam a empresa para um M&A, caso a oportunidade surja.
Conselho Consultivo
Esse tipo de conselho é formado por profissionais com experiências e conhecimentos diferentes para auxiliar estratégia do negócio, que podem, inclusive, ser parceiros. O objetivo é que eles possam se reunir periodicamente com a direção da empresa para auxiliá-la a pensar sobre o presente e o futuro do negócio. Isso envolve a gestão da empresa, avaliação do mercado de atuação e suas perspectivas futuras. Essa troca de ideias “oxigena” o pensamento dos gestores e, por isso, é vista pelo mercado como uma pré-disposição da empresa à abertura ao diálogo, a novas ideias e à descentralização, bem como a autoavaliação ou autocrítica.
Acordo de quotistas ou Acionistas
Já o Acordo de Acionistas ou Cotistas é uma ferramenta para dar mais equidade e transparência à sociedade empresarial, na medida em que estabelece regras ou combinados e procedimentos de gestão, o que minimiza o risco de problemas futuros entre os sócios.
2. Saiba o que mais importa, além do valor
Por incrível que pareça nem sempre é o maior valor que vence numa negociação de compra de empresa. Há situações em que, dentre os maiores valores, prevalece o melhor contrato de fechamento. Esse documento apresenta garantias substancialmente importantes para a segurança do negócio, especialmente pós-closing.
De acordo com Dejair Baptista de Paula Junior, da D&R Negócios, “o valor pode ser muito bom, mas o contrato proposto podem conter pontos que que gerem riscos para uma das partes. Nesses casos, é muito melhor um contrato de compra e venda muito bem feito, que minimize os riscos e dê mais tranquilidade daquele momento em diante”.
3. Saiba com quem você está se unindo
O êxito de um M&A está muito atrelado também à convergência de objetivos entre quem compra e quem vende. Existem diferentes tipos de investidores no mercado, alguns tem o objetivo de se envolverem com a gestão do negócio e outros não. Do mesmo, diferem as necessidades da parte vendedora, cujo alvo pode ou não ser a existência de um sócio.
Por isso, durante as fases de negociação de compra e venda é importante que as partes avaliem se há convergência de objetivos quanto a essa relação entre investimento e modelo de gestão.
E, sendo assim, especialmente no caso de compra/venda parcial de cotas ou ações, o pós-closing envolve o relacionamento entre as partes.
Assim, por mais bem feita que seja uma transação de M&A, do ponto de vista financeiro e jurídico, é essencial saber exatamente com quem se caminhará a partir dali e como esse caminho será trilhado. Nunca é possível saber exatamente como será o dia a dia pós-closing, contudo, é importante avaliar durante a negociação esse aspecto da convivência e características comportamentais da outra parte. Além disso, é fundamental estabelecer conjuntamente um plano para minimizar o choque de gestão, natural em processos de fusão e aquisição. Dentro desse planejamento todos os colaboradores precisam estar envolvidos, isto é, nenhum nível hierárquico pode ficar de fora.
4. O último lugar para economizar dinheiro numa transação de M&A
Cuidado para não economizar no lugar errado. O último lugar para se economizar dinheiro num M&A é, sem dúvida, com prestadores de serviços qualificados para conduzi-lo. É fundamental contar com assessoria jurídica e um financial advisor para o próprio processo de negociação.
E toda operação de M&A tem sempre muito a ganhar quando é antecedida pelo valuation, na medida em que a avaliação da empresa oferece transparência e equidade à transação.
Próximos passos da sua jornada
- Acordo de Sócios: a ferramenta que dá segurança à convivência pós-fechamento
- Contrato eficiente de compra e venda: como um bom contrato pode valer mais que a maior oferta
- A arte da negociação: como avaliar o alinhamento com o futuro sócio
Conclusão
Em resumo, o êxito de uma operação de M&A raramente depende só do valor da oferta. Depende de a empresa estar preparada para agir rápido quando a oportunidade aparecer, de um contrato bem construído que proteja o pós-closing, do alinhamento real com quem vai se tornar seu sócio ou comprador, e de contar com assessoria qualificada em cada etapa da negociação.
Cada uma dessas quatro prioridades, sozinha, já reduz risco. Juntas, aumentam de forma significativa a chance de a operação terminar bem, tanto no fechamento quanto depois dele. Se você está avaliando comprar, vender ou buscar um sócio para sua empresa, vale reunir esses quatro pontos antes de qualquer negociação avançar.


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